Partícula da segunda coluna

A partícula optativa é colocada entre a informação e o núcleo da oração, mas não indica diretamente a relação entre eles.

Exemplo:
犬は好きです。

Ao analisarmos apenas essa frase, não podemos determinar seu sentido exato. Ela pode ser interpretada como “(Ele) gosta de cachorro” ou “O cachorro gosta de algo”. Para compreender seu significado, é necessário analisá-la dentro de um contexto.

Assim, como a partícula optativa não indica explicitamente a relação entre a informação e o núcleo da oração, ela pode ser usada com diversos elementos, como agente, objeto, local, tempo, entre outros.

Qual é a função da partícula optativa?
Ela introduz um significado implícito na frase. Por exemplo, a partícula “は” pode transmitir um sentido de contraste.

Exemplo:
犬は好きです。(/ 猫は好きじゃありません)
“O cachorro, sim, mas o gato, não.”

Essa frase sugere uma comparação implícita entre “cachorro” e “gato”. Assim, podemos interpretá-la como:

“O cachorro gosta, mas o gato não.”
“(Ele) gosta de cachorro, mas de gato, não.”

Exemplo:
彼氏が好きですか。(Você gosta do seu namorado?)
顔は好きです。 (O rosto, sim.)

Neste exemplo, a partícula “は” aparece depois de “顔” (rosto). Assim, pode-se interpretar que a locutora não gosta de algo do namorado, mas sim da sua aparência. A frase pode ser entendida como:

“Gosto do rosto dele, mas da personalidade, não.”

Além disso, a partícula optativa pode ser combinada com a partícula relativa da primeira coluna, reforçando um significado implícito na frase.

Exemplos:
朝は食べません。(/ 昼は食べます)
“De manhã, não como. (/ À tarde, como.)”

学校へは行きました。(/ 予備校へは行きませんでした)
“Fui para a escola. (/ Não fui para o cursinho.)”

日本では普通です。(/ ブラジルでは普通じゃありません。)
“No Japão, é comum. (/ No Brasil, não é comum.)”

うちにはありません。(/ 友達の家にはあります。)
“Não tem em casa. (/ Tem na casa do amigo.)”

Dessa forma, a partícula relativa e a partícula optativa podem ser combinadas em determinados contextos. No entanto, sua ordem nunca se inverte.

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