Um ano

Um ano

Ontem comemoramos o primeiro ano do Kendô Belém. Percebi como o tempo passou rápido.

No primeiro dia de treino, havia apenas dois candidatos. Ficou claro que eles não tinham bōgu, dōgi nem shinai. Honestamente, eu não tinha certeza se conseguiria continuar com a atividade. Entretanto, hoje mais de 20 pessoas fazem parte do clube, e algumas delas já conseguiram os equipamentos necessários para praticar kendô.

Como diz o provérbio ‘盲蛇に怖じず’ (Um cego não tem medo da cobra), fui tão ingênuo que não compreendi a dificuldade de abrir um dojo de kendô em uma região do Brasil. Em primeiro lugar, é difícil encontrar um bom local para a prática. Para praticantes japoneses de kendô, seria impensável treinar em um chão de asfalto encharcado pela chuva. Procurei em vários lugares um espaço adequado para alugar. Infelizmente, a comunidade nikkei não demonstrou interesse na atividade.

Já que a diretora de uma escola brasileira se mostrou curiosa pelo nosso trabalho, havia um plano para abrir um curso lá. No entanto, esse plano não deu certo, pois a diretora acabou se mudando para outra cidade. Após enfrentar várias dificuldades, o grupo finalmente conseguiu um local fixo para treinar.

Hoje admiro ainda mais os praticantes brasileiros, que superam inúmeras barreiras para continuar treinando kendô.

Agradeço a todos os colaboradores, principalmente a um grande amigo que sempre ajuda o grupo desde o início.

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