No início das minhas aulas de japonês, sempre reservo um tempo para conversação livre entre os alunos. Apesar de esse tempo ser curto, considero essa oportunidade importante, pois muitos deles têm pouca prática em ouvir e falar o idioma.
Na última aula, enquanto um aluno falava em japonês, seu colega abriu o caderno e começou a escrever kanji. É claro que cada um pode ter sua própria estratégia de estudo. No entanto, honestamente, ao observar seu desempenho, penso que esse aluno ainda não compreendeu bem como estudar um idioma.
Em geral, como a maioria dos alunos está acostumada ao método tradicional — de copiar no caderno o que o professor escreve no quadro negro—, muitos acreditam que estudar se resume a isso. Porém, na prática de conversação, é preciso compreender o conteúdo e reagir de forma espontânea. Considero essa prática ativa, semelhante a um esporte. Portanto, apenas escrever algo no caderno não garante, necessariamente, o desenvolvimento no idioma.
Um aluno comentou que, no semestre passado, sua turma se dedicou exclusivamente à leitura da apostila Minna no Nihongo, sob orientação de outro professor. Por isso, neste semestre, implementei atividades que incentivem os alunos a falar mais japonês em aula, como shadowing e tarefas ativas, esperando que compreendam o que realmente é importante para o aprendizado do idioma. Infelizmente, ao observar esse comportamento em aula, temo que meu esforço ainda não tenha surtido o efeito desejado

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