Alfabetos japoneses

Em japonês, existem quatro tipos de alfabetos: Hiragana, Katakana, Kanji e letras romanas.

O Hiragana é um alfabeto silabário composto por 46 caracteres, inventado com base no kanji, o ideograma chinês importado para o Japão. Inicialmente, foi considerado um alfabeto não oficial, utilizado principalmente em espaços privados por mulheres. O primeiro romance da literatura japonesa, “Genji Monogatari”, foi escrito por uma dama de companhia chamada Murasaki Shikibu. Atualmente, o Hiragana é usado em contextos oficiais, principalmente para indicar a leitura de kanji e escrever partículas gramaticais.

Junto com o Hiragana, o Katakana compõe os dois silabários essenciais do japonês, cada um com sua função específica. O Katakana tem uma origem semelhante ao Hiragana: é um alfabeto silabário composto por 46 caracteres, também derivado do kanji. Inicialmente, foi usado como um sistema auxiliar por monges para interpretar o chinês. Hoje, o Katakana é empregado para escrever nomes de objetos ou conceitos de origem estrangeira. Desde a era moderna, é reconhecido como um alfabeto oficial e usado em documentos formais, como registros familiares.

O Kanji é um sistema de escrita ideográfico. Na época em que o Japão não possuía um sistema de escrita próprio, o país importou o ideograma chinês junto com sua cultura e adaptou sua pronúncia ao sistema fonético da língua japonesa.

Com o tempo, o Kanji passou a ter dois tipos de leitura: a leitura chinesa(onyomi) e leitura japonesa ou semântica (kunyomi), adaptadas para atender às necessidades do idioma japonês. Por exemplo, o kanji 山 (montanha) pode ser lido como san (leitura chinesa) ou yama (leitura japonesa) em determinado contexto. Hoje em dia, esse sistema de escrita está amplamente difundido na cultura japonesa e empregado em jornais, livros e documentos oficiais. Atualmente, há mais de 2000 caracteres definidos como os utilizados no dia a dia.

As letras romanas têm um sistema de escrita semelhante ao inglês, composto por 26 caracteres amplamente empregados em guias e materiais destinados a estrangeiros que não têm conhecimento daqueles três sistemas de escrita do japonês. Em geral, ao digitar japonês no teclado, o conhecimento das letras romanas é indispensável. Por exemplo, para escrevr “こんにちは”, o usuário deve digitar ‘k-o-n-n-i-c-h-i-w-a’ no teclado, utilizando o sistema de letras romanas.